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05
Ago

Negociações sobre o Saúde CAIXA se intensificam às vésperas do fim da vigência

Último encontro de ciclo de diálogos para negociações em Brasília segue sem avanços significativos

Representantes de entidades, superintendentes regionais de redes, gerentes de GIPS, aposentados e convidados se reuniram na CAIXA, em Brasília, no dia 3 de agosto, em mais um encontro do ciclo de diálogos sobre o Saúde CAIXA promovido pela Vice-Presidência de Pessoas (VIPES) e pela Diretoria Executiva de Pessoas (DEPES). O evento integra uma série de reuniões realizadas nas últimas semanas, com convocação direta do banco às entidades e categorias envolvidas no plano de saúde.

O encontro de terça-feira tratou do cenário atual, da conjuntura das negociações e das alternativas em discussão para os principais entraves que afetam o plano. A rodada correu paralelamente às mesas de negociação do acordo coletivo de trabalho da CONTRAF e da CONTEC, instâncias em que o tema também figura como pauta central. Na semana anterior, a CONTEC já havia convocado uma mesa específica para debater o assunto, movimento que antecedeu o encontro ampliado desta terça.

Uma nova rodada de negociações sobre o custeio do Saúde CAIXA está marcada para esta quarta-feira, dia 5.

Prazo apertado e negociações emperradas

Para o presidente da FENAG, Marconi Apolo, o processo negocial começou tarde diante da complexidade do tema. A vigência atual do acordo termina em 31 de agosto, prazo que, segundo o dirigente, compromete o avanço de discussões ainda travadas.

"Enquanto não houver solução para o teto de custeio de 6,5% por parte da CAIXA, não vislumbramos avanços relevantes na resolução dos principais problemas do Saúde CAIXA sem que haja maior onerosidade para os beneficiários do plano", afirmou. Segundo o presidente, o objetivo das entidades é construir uma saída que não amplie o gasto dos colegas com o benefício.

Apolo atribui parte do impasse a limitações reconhecidas pela própria gestão da CAIXA em relação ao teto de custeio, o que, na avaliação do dirigente, exige mobilização das entidades para endereçar a questão em outra frente: a origem da inclusão do teto no estatuto do banco.

"Estamos perdendo oportunidades de solução. Cavalo selado está passando", declarou o presidente, ao classificar o prazo em curso como insuficiente para viabilizar um acordo satisfatório sem mobilização e unidade entre as entidades, papel que, segundo ele, cabe legitimamente aos sindicatos. Mesmo com o apoio das entidades associativas nas mesas de negociação, o dirigente defende mobilização mais ampla, fora do ambiente interno da CAIXA, para enfrentar a questão do teto em sua origem.


Um cenário que ainda pressiona o déficit do plano

A relação de custeio entre CAIXA e beneficiários, hoje em 55% para o banco e 45% para os associados, segue ampliando o déficit do plano, segundo aponta o presidente da FENAG. Os aportes realizados pela CAIXA a cada rodada de negociação não têm sido suficientes para equacionar os problemas estruturais de custeio.

Diante desse quadro, Marconi Apolo reforça a necessidade de que cada gestor compreenda os avanços obtidos até aqui, as dinâmicas em curso nas mesas de negociação e os principais entraves para uma solução definitiva. Para o dirigente, as condições atualmente impostas ao Saúde CAIXA afetam diretamente toda a categoria, o que torna indispensável o acompanhamento próximo de cada etapa do processo.

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