Após inúmeras tentativas de construir soluções para o SUPER CAIXA junto à empresa, a FENAG se reuniu com a CONTEC, além da ADVOCEF e ANEAC, para aprofundar a discussão.
O programa vem sendo alvo de fortes críticas dos empregados, intensificadas após a apresentação das regras do novo ciclo. Desde o lançamento, a FENAG mantém diálogo com a CAIXA e apresenta propostas de ajustes para torná-lo mais justo e alinhado ao esforço dos empregados nos resultados da empresa.
Apesar disso, a CAIXA tem se mostrado irredutível, sem avançar em mudanças que atendam às expectativas da categoria. Segundo o presidente da FENAG, Marconi Apolo, foi realizado um estudo com lideranças de todo o país e apresentada uma proposta técnica viável, mas a empresa impôs obstáculos à sua implementação.
Um dos pontos mais criticados é a ênfase nas vendas de produtos de seguridade, que tem impactado negativamente a renda dos empregados. Em contrapartida, a CAIXA Seguridade registra resultados recordes, com distribuição crescente de dividendos aos acionistas, sustentada pelo esforço dos trabalhadores. “Isso gera um sentimento de injustiça”, destacou Marcos Ricco, presidente da AGECEF/MS e integrante do grupo de trabalho da FENAG.
Diante da falta de abertura para negociação e da possível caracterização de alteração unilateral prejudicial na remuneração, a CONTEC deliberou pelo ajuizamento de Ação Civil Pública contra a Caixa Econômica Federal, visando apurar irregularidades e corrigir distorções do programa.
Para o diretor da CONTEC, Carlos Castro, a iniciativa busca corrigir injustiças e reconhecer a contribuição dos empregados para os resultados da empresa e de suas subsidiárias.