FENAG se reúne com a Presidência da Caixa e apresenta críticas ao Bônus Caixa e ao Super Caixa
A Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa (FENAG) participou de reunião institucional com a Presidência da Caixa Econômica Federal para tratar de temas estratégicos relacionados à gestão de pessoas e aos programas de incentivo da empresa. O encontro contou com a presença do presidente da Caixa, Carlos Vieira, além de representantes da Vice-Presidência e da diretoria da instituição.
Pela FENAG participaram o presidente Marconi Apolo, o conselheiro de administração eleito Sandro Brito, a vice-presidente Maria Oliveira, também presidente da AGECEF Rio de Janeiro, além dos presidentes das AGECEFs de Piauí, Cassandra Lima, de Goiás, João Paulo Dourado, e de Mato Grosso do Sul, Marcos Ricco.
A reunião foi extensa e teve como pauta central dois programas de grande impacto na rotina dos empregados: o Bônus Caixa e o Super Caixa.
Bônus Caixa: questionamentos sobre isonomia e critérios
No debate sobre o Bônus Caixa, a FENAG destacou a percepção de falta de isonomia entre a rede e as demais áreas da instituição, especialmente no que diz respeito aos critérios de habilitação, à distribuição do orçamento e à aplicação de limitadores.
A entidade também manifestou preocupação com os indicadores utilizados, como CSAT e SISNS, além da forma e do prazo de divulgação das regras. Em alguns casos, as diretrizes foram apresentadas apenas no mês de novembro, já próximo ao encerramento do ciclo, o que inviabilizou ajustes operacionais por parte das unidades.
Como proposta, a FENAG defendeu a unificação do orçamento do programa em toda a Caixa, respeitando as especificidades de cada área, como forma de promover maior equilíbrio, transparência e justiça no processo.
Super Caixa: críticas à execução e à transparência
Em relação ao programa Super Caixa, a FENAG apresentou uma série de pontos críticos, iniciando pela demora na divulgação das regras e pela complexidade do modelo adotado.
Outro aspecto destacado foi a ausência de ferramentas eficazes para apuração e acompanhamento dos resultados, o que compromete a transparência e dificulta a gestão do desempenho pelas unidades.
A entidade também chamou atenção para a defasagem no pagamento dos reconhecimentos, que, em alguns casos, pode chegar a até 9 meses após a realização das vendas.
Além disso, a FENAG apontou que o desenho atual do programa apresenta condicionantes com caráter predominantemente punitivo, o que, na avaliação da entidade, contraria o objetivo central de incentivo e valorização dos empregados.
Continuidade do diálogo institucional
A FENAG reforçou seu compromisso com o diálogo permanente e construtivo com a Caixa, destacando que continuará acompanhando de perto esses temas e atuando de forma propositiva na defesa de melhorias.
A entidade seguirá trabalhando para garantir maior transparência, equilíbrio e valorização dos empregados, pilares fundamentais para o fortalecimento da gestão e para a sustentabilidade dos resultados da instituição.