NOTÍCIAS

07
Nov

Projeto de Erika Kokay sobre planos de saúde de estatais avança na Câmara

Foi aprovado por unanimidade na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), nesta quarta-feira (7/11), o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/18), de autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF). O PDC susta os efeitos da Resolução nº 23 do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, norma que prejudica os planos de saúde de estatais. O projeto segue, agora, para apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). A deputada Erika disse que as determinações da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) afetam diretamente 4,7 milhões de usuários dos planos de saúde de autogestão das estatais federais. Ao comemorar a aprovação do PDC, Erika Kokay disse que a resolução fere acordos e convenções coletivas dos trabalhadores e trabalhadoras. “Trata-se de uma resolução arbitrária, inconstitucional, ilegal e abusiva”, questionou a parlamentar. “Essa resolução, que tem provocado a angústia de milhões de pessoas, tem objetivos muito claros: favorecer o mercado dos planos de saúde privados e ao mesmo tempo estabelecer a diminuição do custo das empresas estatais para facilitar as privatizações”, completou Kokay. O relator do projeto na CTASP, deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), apresentou relatório favorável à aprovação da matéria. “Verifica-se que a norma incorre em flagrante inconstitucionalidade, pois interfere na gestão de entidades de assistência à saúde sem prévia previsão legal, trazendo insegurança jurídica e risco de judicialização”, manifestou-se no texto. De acordo com Nogueira, ao editar a resolução, a Comissão Interministerial extrapolou as suas atribuições, porque impôs determinações, quando deveria estabelecer apenas diretrizes e orientações. “Não compete à CGPAR dispor sobre benefícios de assistência à saúde das empresas estatais”, disse o relator, ao afirmar que a responsabilidade é da Agência Nacional de Saúde (ANS). *Mudanças para pior *– A resolução nº 23 traz uma série de alterações que prejudicam diretamente os trabalhadores e trabalhadoras das estatais ao limitar a participação das empresas estatais no custeio do benefício de assistência à saúde; estabelecer paridade no custeio entre a estatal federal e funcionários; vedar a concessão de plano de saúde para aposentados; e ao implementar a cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com a renda e/ou faixa etária.

Notícias Relacionadas

Acontece nas AGECEFs: qualificação profissional, esporte e fortalecimento institucional marcam agenda das associações

Agenda Legislativa coloca em foco temas estratégicos para o mundo do trabalho e a gestão pública

FUNCEF inicia prova de vida para participantes nascidos em junho

FENAG participa da solenidade de posse do novo Diretor de Benefícios da FUNCEF

Sensor Legislativo acompanha projetos sobre sindicatos, jornada de trabalho e habitação popular no Congresso

FALE CONOSCO

ENDEREÇO
SRTV/Sul Edifício Palácio do Rádio II Bloco II Sala 442 - Brasília - DF - 70340-902

TELEFONE
(61) 3223-0240

EMAIL
secretaria-executiva@fenag.org.br